O Blog da Julia
Monday, December 20, 2010
Um Conto de Natal

por Julia Chilinski
Era uma vez, no Pólo Norte, não muito tempo atrás, o Papai Noel e os seus elfos eram preparando para o Natal. Já era dezembro, e tudo mudo se esforçava para completar todas as preparações a tempo. Os elfos construíam os joguetes rapidamente mas com muito cuidado, a Mamãe Noel passava todos os dias na cozinha fazendo biscoitos, as renas treinavam e faziam ginástico para estar prontas para a viagem, e o Papai Noel fazia listas das crianças bem-comportadas e malcomportadas.
Tinha muito que fazer e todos trabalhavam do dia e noite, mas como todos gostavam do Natal, o ambiente foi muito feliz. Eles sabiam que só tinham que trabalhar ate o Natal, e depois todos podiam descansar. Depois do Natal, o Papai e a Mamãe Natal normalmente passavam um mês na Florida, onde podiam misturar com os outros velhos sem ser reconhecidos. Os elfos viajavam à praia numa ilha caraíba por doze dias depois do Natal, para voltar sentindo relaxados e revigorados, prontos para inventar joguetes novos. Nesse momento, o elfo maior ia para o escritório do Papai Noel para discutir exatamente qual ilha eles iam visitar, porque tinha que fazer as preservações pelo menos um mês antecipadamente para receber o pacote de férias.
O elfo tocou a porta.
“Entra” falou o Papai Noel. O elfo maior, que se chamava Benjamim, entrou no escritório
“Oi, Papai,” falou Benjamim, “Você está muito ocupado?” O Papai Noel deixou a caneta na mesa e sorriu.
“Não muito, Benjamim,” contestou o velho feliz, “O que posso fazer para você?” O elfo tossiu.
“Bom, Papai, quero falar sobre as férias. Eu sei que geralmente a gente vai para Trinidad, mas esse ano a gente queria ir a um lugar novo, como a Jamaica ou a Republica Dominicana. Seria possível?” O elfo pareceu esperançoso, mas o sorriso tinha desaparecido da cara do Papai Noel.
O Papai Noel suspirou.
“Eu não queria falar disso, mas eu sabia que não podia evitar esse assunto para sempre. Benjamim, sinto muito, mas vocês devem saber que isso é uma recessão. Acho que esse ano não vai ser possível viajar a nenhum lugar, porque a gente não tem muito dinheiro...”
Benjamim ficou calado Ele não sabia o que dizer. Ainda estava processando a informação que acabou de ouvir.
“Mas talvez vocês gostariam de fazer uma festa aqui?” sugeriu o Papai. “A gente tem dinheiro para isso, se não é muito grande. A gente pode contratar o urso polar que dança, como é que se chama?” Benjamim não queria ter nenhuma festa com esse urso.
“Papai, a ultima vez que você convidou o urso, brigou com o Rodolfo. Ele não podia voar por um mês.” O Papai Noel tinha esquecido disso.
“Papai, isso não pode ser. Todos os elfos estão trabalhando muito duro agora. A gente trabalha do dia e da noite, e só pede uma féria. Isso não é muito, e a gente merece. Se você não vai dar, para que a gente deve trabalhar? Eu sei que tem recessão, mas aqui no Pólo Norte, não tem mudado muito.”
Isso foi certo, a recessão não tinha mudado muito para o Papai Noel. A verdade foi que ele tinha ido a uma festa na casa do Senhor Scrooge três semanas atrás, e tinha pedido muito dinheiro numa corrida de renas, o seu único vício. Ele ficou envergonhado e não queria dizer à Mamãe Noel, então decidiu culpar a economia
“Sinto muito, Benjamim, mas desafortunadamente a gente vai ter que fazer uns quantos cortes no orçamento.”
“Mas você nem paga! A gente trabalha e trabalha, e só pede comida, um lugar para dormir, e férias! Isso não é justo, Papai.”
“Lamento muito, mas não tem outra maneira, Benjamim” Mas já era tarde. O elfo saiu do escritório com raiva, deixando o pobre Papai Noel só.
Benjamim chegou à fábrica e parou toda a produção. Explicou aos outros elfos a circunstância, e eles decidiram organizar uma greve. Saíram da fábrica e foram para os estábulos, onde liberaram às renas. O Papai Noel, sabendo que os elfos não gostariam das notícias, ficou no seu escritório Ele sabia que os elfos ficariam com raiva, mas não antecipou muitas conseqüências, e por isso ficou surpreendido quando a Mamãe Noel chegou, chorando, na sua porta.
“Mamãe, o que aconteceu?” perguntou o seu esposo, preocupado.
“As renas comeram todos os biscoitos! Eu passei semanas preparando, e agora todos são comidos!” O Papai Noel ficou confundido.
“As renas? Mas, como?”
“Os elfos liberaram! Você não sabe? Eles estão em greve!” Greve? O Papai Noel nunca imaginou que isso aconteceria. Sabia que eles não seriam muito felizes, mas uma greve? Isso foi muito mal.
“O que a gente vai fazer, Papai? A gente tem tanto que fazer e agora não tem ninguém para ajudar!”
A Mamãe Noel era correta Pois, pensou o Papai Noel, quase correta
“A gente tem os gnomos,” contestou o Papai.
“Os gnomos?” a Mamãe Noel ficou um pouco cética.
“Sim, os gnomos. Eles trabalham muito bem nas minas de carvão. Porque a gente não promove?” O Papai Noel ficou muito feliz com a sua nova idéia Gnomos parecem muito aos elfos, ele pensou. Devem ser quase iguais, e não vão pedir férias.
“Não sei...” falou a Mamãe Noel. “Eu nunca gostei dos gnomos.”
Mas o Papai Noel não fez caso. Ligou para as Minas de Carvão e convidou o gnomo maior vir para o seu escritório Propôs a idéia, e os gnomos aceitaram com muito ânimo. Viram à fábrica e começaram trabalhar imediatamente.
O Papai Natal ficou feliz. Foi a procurar um bando de gansos canadenses para puxar o trenó.
Quando voltou, encontrou um desastre. Os gnomos estavam brigando, os joguetes eram ou feios ou quebrados, e a Mamãe Noel estava chorando.
“Papai,” ela chorou, “gnomos são muito diferentes do que os elfos!”
“É o que estou vendo,” contestou um Papai Noel muito triste.
O Papai Noel foi para o seu escritório, fechou a porta, e começou chorar.
“Eu destrui o Natal!” ele lamentou. “É quase a Véspera e não vou poder fazer nada. Não tenho joguetes, não tenho biscoitos, não tenho renas, e não tenho elfos para me ajudar! Não tenho nada! Só tenho gnomos, e eles só sabem trabalhar nas minas. Então só tenho carvão!”
A Mamãe Noel chegou no escritório
“Papai, porque todo isso está acontecendo?” perguntou. O Papai Noel decidiu contestar honestamente. Falou a verdade, que ele tinha perdido todo o seu dinheiro e que, por lhes mentir, tinha perdido a ajuda dos elfos.
A Mamãe Noel ficou calada um momento. Sem dizer nada, saiu do escritório O Papai Noel era tão perturbado que ele não a seguiu.
“Perdi o meu dinheiro, perdi os meus empregados, e agora perdi a minha esposa. O que vou fazer? Eu arruinei o Natal! Vou ter que passar o resto da minha vida sentado num shopping! Todos vão pensar que eu sou falso! Eu estou arruinado.”
Mas isso não foi. Umas horas depois, quando o Papai Natal já estava muito arrependido por o que tinha feito, a Mamãe Noel voltou, sentada numa rena voadora, e seguida pelos elfos.
“Papai, anima-se” falou a Mamãe.
“Não,” falou o Papai Noel. “Não tem porquê.”
“Tem,” contestou a Mamãe Noel. “Tem esperança. Eu fui falar com o Senhor Scrooge, e resolvei todo. Aparentemente, ele falou com três fantasmas do Natal e teve uma epifania. Devolveu o dinheiro, e deu até mais. Agora os elfos podem ir de férias onde eles quiserem!”
O Papai Noel ficou chocado. Era verdade?
“Então... Vai ter o Natal?” perguntou o velho, incrédulo.
“Se a gente trabalha rapidamente,” contestou Benjamim, quem tinha voltado com os demais.
E isso foi exatamente o que aconteceu. Os elfos trabalhavam mais do que nunca, a Mamãe Noel fazia mais biscoitos, o Papai Noel jurou que nunca mais jogaria com o dinheiro, e os gansos canadenses foram liberados quando voltaram as renas. Ao fim de tudo, o Natal foi muito bonito, e os elfos foram de férias na Jamaica por catorze dias em vez de doze. E todos viveram felizes para sempre.
Fim
Wednesday, December 8, 2010
Notas do Lar Psiquiátrico para Princesas Angustiadas
Por Doutor Ernst Freud, Filho do Honorável Doutor Sigmund Freud
Quando eu era criança, eu sempre sonhava fazer-me arquiteto. Sempre gostava de construir predinhos com blocos de brinquedo e de desenhar a minha casa ideal. Mas quando eu não fui aceito por nenhum programa de arquitetura em nenhuma universidade, os meus planos mudaram. Apesar de não gostar da psicologia, nem mesmo das pessoas, parecia que todo o mundo conhecia o nome do meu pai, o Doutor Freud. Assim eu decidi treinar com ele, porque com o nosso nome famoso eu sempre teria trabalho garantido, e assim foi que eu me tornei psicólogo.
Faz três anos que eu abri o Lar Psiquiátrico para Princesas Angustiadas do Doutor Freud. As meninas nesse “lar,” (porque assim fica menos assustador que dizer “hospital,” a pesar de sê-lo) são muito fascinantes. Todas vêm de experiencias muito distintas, tendo em comum a vontade de ser princesa Mas a fama não concorda com todas as pessoas, e foi assim que elas acabaram aqui, na minha instalação.
A primeira princesa que chegou na minha porta foi a bonita Cinderela. Ela chegou numa carruagem linda, puxado por quarto cavalos elegantes. Mas quando ela saiu do veículo, se transformou numa abóbora e os cavalos, vindo a ser ratos, fugiram na silva. Eu fiquei surpreendido, mas pareceu que ela já tinha visto esse fenômeno muitas vezes, porque nem piscou um olho. Eu já conhecia essa mulher; eu tinha lido no jornal sobre o matrimônio entre ela e o Príncipe Encantado. Eu convidei ela entrar, preparei chá, a gente sentou, e ela empeçou contar a história. A Cinderela era boa pessoa, e eu entendi porque o Príncipe tinha gostado tanto dela. Eles não se conheciam muito tempo antes de se casar, mas assim é a tradição nesse reino, e ninguém pensou nada mal. Mas depois do casamento, o Príncipe empeço chatear um pouco com a sua noiva nova. Ela foi muito simpática, mas foi um pouco entranha. Ela sempre limpava, apesar de ter empregadas. O Príncipe achou que tinha que ver com ser abusada toda a vida, e assim tentou ser terno com ela. Mas quando ele encontrou uma esponja e materiais de limpeza na sua carteira, ligou para casa da Madrasta. Aprendeu que a Cinderela sempre era assim, que ela tinha uma paranóia dos germes, e que foi diagnosticada com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo quando tinha 10 anos. Na noite do baile real, em qual ele a conheceu, a Cinderela chegou tarde porque ela achou que a casa foi suja demais. As suas irmãs acharam que não foi nada mal, e elas foram, deixando a Cinderela só em casa, limpando por ficar assustada da sujidade.
O Príncipe aguentou por cinco meses, mas quando ele acordou da meia-noite e encontrou a esposa usando o aspirador de pó, ele mandou ela procurar ajuda psiquiátrica Assim foi que ela chegou aqui. Faz quase três anos e ela esta melhorando. Ela só faz a limpeza do lar uma vez por semana, e para ser sincero, eu aforro muito dinheiro assim. Ela está aprendendo dirigir a energia, e esta fazendo coisas mais produtivas, como cozinhar e tricotar.
Outra convidada que a gente tem no lar (um lar tem convidados, um hospital tem pacientes. O vocabulário e a conotação dele sempre é muito importante num ambiente psiquiátrico) é a Bela Adormecida. A sua história é muito curta e muito simples: Ela chegou dormida e o seu esposo saiu antes de ela acordar. Quando ela acordou, eu expliquei o por que ela estava aqui. Não ficou muito surpreendida, só ficou um pouco emocionada. Eu a consolei, e depois de pouco tempo, a gente estava conversando como amigos. Eu estava ensinando ela o seu novo lar, e eu achava que ela era muito normal, quando de repente ela adormeceu e caiu na piscina. Desde esse momento ficou muito claro que ela tinha narcolepsia, e eu entendi melhor porque o esposo queria a encerrar aqui.
Mas a princesa mais interessante que mora no lar se chama Ariel. Essa foi trazida ao lar faz dois anos pelo esposo, o Príncipe Eric. Quando eles se conheceram, a Ariel não podia falar. A pesar disso, o Príncipe se enamorou dela, e o casal casaram. Pouco a pouco, a menina aprendia fala, e falava muito. O Príncipes ficava animado que finalmente podia conversar com o amor da sua vida, mais quando perguntou sobre o seu passado, a reposta foi muito estranha. Ela lhe contou que antes de o conhecer, ela era uma sereia. Vivia com as outras sereias, e o seu pai era o Rei do mar. Tinha muitos amigos peixes, mas sempre sonhava com ser humana, e um dia uma bruxa realizou esse sonho.
O Príncipe riu, mas a esposa não estava brincando. Passou um mês inteiro que ela insistiu que era uma sereia, e o Príncipe achou que gostava mais dela quando foi muda. Ele tinha lido sobre o meu lar, e trouxe a mulher aqui para se curar. Na minha opinião profissional, essa menina é esquizofrênica, e não existe muito que eu posso fazer. Ela ainda conversa com os peixes no meu aquário, e enquanto acho que a sua condição não é curável, ela não é perigosa.
É um pouco estranho, mas agora sinto que o Lar Psiquiátrico para Princesas Angustiadas é o meu lar verdadeiro. A gente é uma família mesma. Amanhã essa família vai crescer até um pouco mais. Vem uma princesa que se chama Branca de Neve, quem foi abusada toda a vida pela sua madrasta narcisística. Ela desenvolveu um desejo muito grande para a atenção, e procurou um harém de sete homens. Ela foi detida pela policia, porque a poligamia é ilegal nesse reino, mas como parece que ela tem problemas psiquiátricos, amanhã eu vou fazer a avaliação.
Acho que por fim eu encontrei a minha verdadeira vocação na vida.
Wednesday, December 1, 2010
Wednesday, November 24, 2010
Notícia
A Fada Madrinha Convida O Lobo Mau Grande Passar Feriado Com Ela
A Fada Madrinha convidou o Lobo Mau Grande e a família dele passar o Dia de Acção de Graças no castelo dela depois de um dia muito difícil para ele.
Um Reino Muito Muito Distante: Esse ano, a Fada Madrinha convidou o Lobo Mau Grande e a família dele celebrar o Dia de Acção de Graças no castelo dela. Antes da terça-feira, eles não se conheciam, mas agora o par parece amigos velhos. Segundo a Senhora Fada, eles se encontraram quando ela escutou um barulho muito estranho fora da casa. Olhou pela janela e viu um lobo vestido de mulher chorando na calçada em frente do lar dela.
A fada, como é o negócio dela ajudar aos menos fortunados, saiu para ver o que estava acontecendo. Tentou consolar o lobo, e aprendeu que ele não tinha açúcar suficiente para fazer torta de abóbora. A besta estava preparando tudo para o feriado porque a família dela vinha visitá-la, mas eles gostavam muito desse sobremesa e o quadrúpede desafortunado não tinha ingredientes para fazê-la.
O lobo tinha ido a visitar os vizinhos dele, os três Porquinhos, para pedir ajuda. Mas eles ficavam com medo do carnívoro, e assim fugiram. O animal desesperado lembrou que outra vizinha, a Avó, gostava de cozinhar, e decidiu ir ver ela.
A Avó não estava em casa, mas a porta estava aberta, e o lobo entrou. Foi para a cozinha para procurar açúcar, pensando deixar uma nota para a vizinha idosa explicando que ele devolveria a comida logo. Ele encontrou um avental e pus para não se sujar.
Nesse momento, chegou a Chapeuzinho Vermelho, quem recentemente tinha recebido a notícia que a Avó dela foi assaltada por um grupo de lobos viciosos. Ela viu o Senhor Mau Grande, e assustou. O animal também ficou com medo, e foi correndo da casa. Escutou a menina gritando uma coisa ofensiva sobre os dentes dele.
Assim foi que o Senhor Mau Grande chegou em frente do castelo da Senhora Fada. A Senhora escutou o conto do Senhor, e quando ele pediu um pouco de açúcar, ela convidou a família inteira dele para passar o feriado com ela. O lobo aceitou com muito gosto. Segundo a mulher mágica, todos passaram um Dia de Acção de Graças maravilhoso, “e com muita torta de abóbora.”
O lobo também quer pedir desculpas da Chapeuzinho Vermelho Afirma que não foi a intenção dele assustá-la, e que está arrependido por qualquer má compreensão tem entre os dois.
Tuesday, November 16, 2010
Os Argumentos Falsos do Kaplan
“Scientific theories, which most people consider ‘fact,’ almost invariably prove to be inaccurate. Thus, one should look upon any information described as ‘factual’ with skepticism since it may well be proven false in the future.”
É certo que todo deve ser considerado falsificável, porque como seres humanos, a gente não pode assumir que a gente sabe tudo. No passado sempre tinha assuntos que foram presumido ser verdadeiros fatos que foram refutados, e isso certamente vai continuar acontecendo no future. Mas é forte demais assumir que todo que a gente considera “fato” é falso. Se a gente assume que os fatos não existam, é difícil demais viver uma vida previsível. É certo que teorias não devem ser aceitadas sem pesquisa e fatos, mas se uma teoria tem prova adequada, é aceitável assumir que é, provavelmente, certo, e que é razoável basear uma decisão ou uma acção nela. Se no future é provada que foi falsa, está bem, mas vai ter explicação do porque. E, também, se a gente assume que todos os fatos são falsos, esse argumento é baseado num fato falso e assim é inválido mesmo.
“In bygone days, many people received whatever musical education they acquired by singing around the parlor piano. In the age of recorded music and the Internet, people can learn as much by listening as they can by singing.”
Esse argumento não parece ser baseado em fatos. Se é verdade que as pessoas aprendiam música por cantar ao redor do piano, como é que a gente sabe? Se foi tão informal, é provável que não foi documentado. Mas se uma pessoa estava tocando piano, pelo menos uma pessoa entreinou e estudou música. E com um grupo de pessoas juntas e cantando, seria impossível não aprender um pouco. As pessoas participavam e provavelmente se criticavam, assim aprendendo.
Hoje a música é uma experiencia muito mais individual e privado. Com os fones de ouvido e os MP3, a música não tem mais a ver com a participação e o grupo. Uma pessoa quem toca piano ou canta uma canção sabe melhor a canção do que uma pessoa quem a ouve enquanto corre ou faz qualquer coisa da vida quotidiana É inegável que uma pessoa pode gostar igualmente se canta ou ouve a canção, mas o gosto não é o assunto do argumento. A sabedoria ou o conhecimento da música não é igual quando é ‘aprendido’ pela participação ou só por escutar. Escutar dá uma experiencia da música, mas não é um conhecimento verdadeiro de criar a própria música.
Monday, October 25, 2010
Redação 2: A Possibilidade de Usar Drogas Cognitivo-Reforçantes numa Maneira Responsável
Resumo: Em Direcção Ao Uso Responsável de Drogas Cognitivo-Reforçante Pelos Saudáveis
por Henry Greely, como apareceu na revista "Nature"
Nos Estados Unidos, 7% dos estudantes universitários usam drogas estimulantes, como Adderall (sais anfetaminas mistas) e Ritalina (metilfenidato), para avançar nos estudos, e em certas universidades, até 25% dos estudantes usam-nas. O uso sem receita médica de drogas cognitivo-reforçantes é, nos Estados Unidos, considerado uma felonia. Há certas pessoas que acham esse uso perigoso e injusto, e por isso não acham essa lei problemática. Mas há um debate muito forte acerca de esse assunto, o da lei, e também há muitas pessoas que querem uma mudança desse sistema.
Nesse pais, 4 ate 7% dos estudantes universitários têm diagnóstico de Transtórno de Déficit de Atenção Hyperctive (TDAH), pelo qual o tratamento mais comum é o uso dessas drogas estimulantes. Mas muitas das drogas que são usadas pelo tratamento de doenças psiquiátricas têm muito êxito quando são usadas por pessoas saudáveis. Drogas estimulantes aumentam a habilidade de concentrar e a processamento de memória. Há drogas como Provigil (modafinil), que era primeiramente para a narcolepsia e a apneia do sono, que ajudam muito às pessoas saudáveis ficar acordado quando não conseguem dormir suficientemente. Isso é, apesar de ser um uso ilegal, muito vantajoso para pessoas de certas profissões, como doutores que trabalham no socorro. Também Aricept (donepezil), uma droga para o tratamento da Doença de Alzheimer, é muito útil para aumentar a memória, que pode ser muito útil para pessoas da meia-idade o velhas que estão experimentando a perda natural que vêm com a velhice. Mas essa perda não é necessário.
Essas drogas cognitivo-reforçantes devem ser visto como avanças técnicas, e devem ser na mesma categoria do que a educação, a saúde, e tecnologia da informação. Há muitas razões populares pelas quais essas drogas têm uma reputação feia, mas não são legítimas. É certo que a educação é um reforçante cognitivo, porque melhora as funções cognitivas. A educação requer uma quantidade de esforço, mas o sono, que é também um reforçante cognitivo, não a requer. Da mesma forma a nutrição, que modifica o que as pessoas põem no corpo, é um reforçante cognitivo, e ademais é invasivo, como o ler não é. As drogas cognitivo-reforçantes, então, não são tão diferentes. Requerem uma quantidade mínima de esforço, são invasivas, mas se isso é aceitável, não deve haver problema. Qualquer forma de reforço cognitivo modifica a função do cérebro, então porque é que essas drogas parecem tão diferentes? Vistas assim, parecem quase iguais.
Há oponentes a essas drogas que insistem que elas enfraquecem o valor do esforço humano ou a agência pessoal. Isso não é certamente falso, mas se a sociedade faz que todos tenham acesso igual, isso não deve ser um problema. É certo que nos esportes o reforço é proibido pelas regras, e deve ser. Mas todo o que tem regras deve ter regras apropriadas, a sociedade deve criar regras informadas sobre o uso dessas drogas. Como não são proibidos nem os tutores privados e cursos preparatórios nem o café para os estudantes, porque devem ser proibidas as drogas cognitivo-reforçantes?
É claro que essas drogas, como qualquer tecnologia, tenham riscos. Mas o que a sociedade precisa de fazer é aprender. É necessário fazer mais pesquisas e estúdios para verificar os custos e os benefícios dessas drogas, e podem ser reguladas de acordo com eles. Essas drogas têm a potencial de ser muito úteis para a sociedade, mas individualmente têm potencial de ser muito destrutivas, se não são reguladas devidamente.
*****AVISO: ISSO NÃO É NECESSARIAMENTE O PONTO DE VISTA DA JULIA, É SÓ UM ARTIGO QUE ELA ACHOU INTERESSANTE DUM CURSO DAS ÉTICAS DA NEUROCIÊNCIA*****